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Vai viajar para o exterior? Especialista lista dicas para te ajudar a amenizar impactos da alta do dólar

Alta do dólar: dicas e cuidados para aproveitar sua viagem ao exterior de maneira mais vantajosa

O preço dos produtos e atrações continuará o mesmo, a diferença está no que vai conseguir usufruir enquanto estiver viajando (Divulgação/Pixabay)

Quem é que não gosta de viajar? Conhecer novos lugares, vivenciar novas culturas e gastronomias? Difícil. Tão difícil quanto prever o cenário econômico não só no Brasil, como mundo afora. Este ano com as eleições presidenciais nos Estados Unidos, a situação política na Venezuela, e as guerras da Ucrânia e Rússia, e de Israel, deixam o mercado ainda mais incerto. Cada decisão vai mexer nas moedas internacionais, tanto para cima, quanto para baixo.

E o brasileiro ama viajar, principalmente para o exterior. E quando começa a se organizar, leva em conta o quanto pode gastar… independentemente do valor da moeda do país escolhido. Ou seja, não importa se está em alta, se baixou ou estabilizou. O preço dos produtos e atrações continuará o mesmo, assim como o que poderá gastar. A diferença está no que vai conseguir usufruir enquanto estiver viajando.

Em uma entrevista exclusiva para os leitores do M&E, a gerente de marketing de produto da Wise, Helene Romanzini, enfatizou que agora, neste cenário atual, o brasileiro mais do que nunca precisa ser inteligente quando for viajar.

“Toda vez que você tem um gasto por impulso, você tende a gastar mais. E isso vai acontecer na viagem”, disse ela.

Planejamento

A melhor maneira de se planejar sem gastar além do que tem, é fazer um roteiro de acordo com a quantidade de dias, os lugares que você quer conhecer (com traslado e comida) e seus respectivos preços. Desta forma, terá um planejamento (por alto) de quanto você vai gastar na viagem e poderá trocar o real pela moeda do destino antes de embarcar.

Mas como o mercado é instável, para não correr risco de pagar mais caro pela moeda, ela indica não comprar tudo de uma vez. Esperar até o último momento para isso tem um risco muito maior de pegar um câmbio não tão favorável como ele poderia ter tido anteriormente.

“Você vai converter tudo? Talvez não, converte metade. Guarda. Moeda caiu de novo? Converte mais um pouco. Essa é a maneira mais inteligente de você guardar dinheiro, de usar essa flutuação da moeda a teu favor, e todo momento que você vê que tem uma queda, você vai e converte”, ensinou.

O melhor é acompanhar o histórico, semanal e mensal, do mercado em vez de verificar apenas o dia, de acordo com Helene. Desta forma é possível fazer uma análise e ver claramente que está um movimento de subida, mesmo que seja uma porcentagem pequena. Já uma queda brusca significa que foi um “pico” da tendência de subida.

“A tendência do brasileiro é esperar até o último segundo e converter e infelizmente esse é o jogo que normalmente não dá certo”, enfatizou.

Cuidado com o cartão de crédito fora do Brasil

Além do impulso de querer gastar o que está fora do orçamento, o cartão de crédito vai te dar uma taxa de IOF mais alta, um spread bancário (diferença entre os juros que o banco cobra ao emprestar e a taxa que ele mesmo paga ao captar dinheiro) que na grande maioria dos bancos vai ser muito mais alto e vai te dar uma cotação do dia, que pode ser uma cotação boa, mas que definitivamente não é bom para o viajante ficar se preocupando com isso no meio da viagem.

A gerente aponta que ter o dinheiro na moeda local é algo que ajuda muito a controlar os gastos porque você não precisa pensar na conversão.

“O dólar a gente até tem bastante na cabeça. Mas quando a gente está falando de euro, de libra, de francos com isso, a pessoa que vai fazer uma viagem na Europa, vai ter pelo menos uma conexão de duas ou três moedas diferentes. E aí, como é que você mantém todos esses problemas na sua cabeça? É realmente complicado”.

Sobre milhas aéreas

Já para quem faz uso dos pontos do cartão de crédito para ganhar milhas aéreas, pode garantir esses ganhos quando estiver viajando também.

“Em vez de você pagar algo pelo Pix, por exemplo, que seria tirar o dinheiro que você tem guardado, você vai botar os dados no seu cartão de crédito e fazer uma operação em reais, então ela não vai ter qualquer tributação de IOF. Por que eu falo isso? Por duas razões. Primeiro porque você pode ter esse controle da moeda e vai gerar pontos. E outra que levando só o cartão de crédito para a viagem, você vai pagar o dólar do dia. E aí, sim, você está com um risco completamente absurdo, que é estar no meio da sua viagem pensando qual é o câmbio que está naquele dia.”

Quem converte não se diverte

Hoje existem carteiras virtuais para serem usadas em outros países. A dica é escolher uma plataforma que te permita fazer esse depósito em cartão de crédito, valor das taxas de transferências, além de prestar atenção nas moedas aceitas dentro dessa plataforma para conversão.

Quando converter o real para a moeda local, nenhuma aplicação de IOF será feita no momento da sua compra, apenas o câmbio que está naquele dia.

“Como a gente está falando de economia, de planejamento, e ser inteligente com o nosso dinheiro, para conseguir ter uma viagem legal e conseguir fazer mais as coisas, para mim essa clareza de você ter o seu dinheiro em outra moeda e conseguir enxergar isso, é muito mais fácil controlar quanto dinheiro você tem do que ficar controlando a conversão que vai ser aplicada pelo seu dinheiro”, finalizou.

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