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Não se engane! Cotação do dólar em viagens cobrada no cartão de crédito é mais cara do que imagina; entenda

Dólar comercial não é o mesmo que o dólar turismo. É preciso ficar atento com valor gasto em viagens ao exterior (Divulgação/Pixabay/Geralt)

Mais um ano se inicia e com ele, as novas expectativas de realizar projetos, principalmente no que diz respeito a programar sua próxima viagem ao exterior. Neste caso, especificamente, o que está em jogo não muda: a cotação do dólar. Nesta quinta-feira (2), primeiro pregão de 2025, a moeda norte-americana encerrou em queda de 0,27% cotada em R$ 6,16.

Um cenário nada favorável para viajar para fora do país, já que o dólar, além de influenciar a economia do mundo, será o estopim de todas as suas atividades pessoais durante o período no exterior. E é aí que mora o perigo. Pois não são os R$ 6,16 que serão convertidos. Esse valor equivale ao dólar comercial. Para quem viaja, o que conta é o dólar turismo, bem mais caro. Hoje, por exemplo, ele está R$ 6,40.

Veja um exemplo pessoal abaixo:

Compra realizada no aeroporto de Santiago, no Chile

Nesta data, 19 de dezembro de 2024, a cotação do dólar, ou seja, o comercial e que não conta neste caso, valia R$ 6,18. Mas a cobrança foi pelo valor do dólar turismo do mesmo dia, que estava R$ 6,51. Uma grande diferença. E apesar de serem a mesma moeda, existem diferenças cruciais entre esses dois tipos de dólar. Entenda:

DÓLAR COMERCIAL

É a taxa de câmbio utilizada em transações entre empresas e operações de comércio exterior, como importações e exportações de bens e serviços, além de servir como referência para negociações financeiras de grande porte, como investimentos estrangeiros, transferências de lucros entre países e operações governamentais. Geralmente, não inclui impostos adicionais, pois é uma taxa mais direta e refletida do mercado cambial interbancário.

Tem uma cotação mais estável e diretamente influenciada por fatores econômicos macro, como taxa de juros, política monetária e balança comercial do país, inflação e políticas monetárias, onde é negociado em um mercado cambial mais amplo e menos restritivo, com alta liquidez e menores margens de lucro para intermediários financeiros.

É regulado por órgãos como o Banco Central, e suas cotações são publicadas de forma transparente e atualizadas regularmente.

DÓLAR TURISMO

É a taxa de câmbio aplicada em transações realizadas por pessoas físicas para fins de viagem ao exterior, o que engloba a compra de moeda estrangeira em casas de câmbio, pagamento de passagens aéreas, reservas de hotéis, compras, alimentação e serviços. Como é comercializado em menor escala, com menos liquidez e sujeito a custos adicionais de manutenção de estoques de moeda física nas casas de câmbio, sua cotação acaba sendo mais alta. Isso porque tem custos adicionais, como o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que aumentam significativamente o custo final, e pode ser influenciada também por fatores sazonais, como férias e feriados, quando a demanda por viagens internacionais aumenta.

O valor de suas cotações podem variar significativamente entre diferentes casas de câmbio e bancos, pois elas aplicam spreads (a diferença entre o preço de compra e venda da moeda) maiores no dólar turismo para cobrir seus custos de operação e obter lucro. Vale ressaltar que não há uma padronização rigorosa como no mercado comercial.

Países em que a moeda oficial não é o dólar

Ao usar seu cartão de crédito no exterior, a transação será convertida para a moeda padrão do seu cartão (geralmente dólar ou euro) pela bandeira do cartão e em seguida, o banco converte o valor para o real usando a taxa de câmbio do dia em que processarem o pagamento.

Algumas máquinas de cartão oferecem a opção de pagar em real ou na moeda do país. Se escolher pagar em reais, o comerciante ou a operadora do cartão local faz a conversão, e geralmente a taxa aplicada é menos vantajosa. Se escolher pagar na moeda local, a conversão segue os critérios da bandeira do cartão e do banco, o que geralmente é mais transparente.

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