Crie um atalho do M&E no seu aparelho!
Toque e selecione Adicionar à tela de início.
Portal Brasileiro do Turismo

Serviços

Governo paulista vai reforçar vigilância e monitoramento da mpox no estado

Mpox é classificada como emergência em saúde pública global pela OMS

Mpox é classificada como emergência em saúde pública global pela OMS (Divulgação/Flikr)

Após a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretar, na semana passada, a doença infecciosa mpox, transmitida pelo vírus Monkeypox, como emergência em saúde mundial, o governo de São Paulo passou a monitorar os casos com mais atenção e está elaborando notas informativas sobre a doença, conhecida popularmente como varíola dos macacos.

O objetivo é orientar a sociedade. Os serviços de saúde de todo o estado já têm recomendações técnicas divulgadas pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) para o monitoramento e acompanhamento da doença, para ajudar a população preventivamente.

Segundo a OMS, com surto epidêmico em cerca de 15 países do continente africano, a versão atual do vírus que está se espalhando não é a mesma do surto mundial ocorrido em 2022. De acordo com o governo paulista, um plano de contingência foi montado durante a alta de casos em 2022 e a rede de saúde está preparada para identificação e cuidados em relação à doença.

Segundo balanço recente, de janeiro a julho deste ano foram confirmados 315 casos da doença em São Paulo, número bastante inferior aos 4.129 casos confirmados em 2022, quando a doença atingiu o pico no estado. Em 2023, no mesmo período, foram confirmados 88 casos.

Leia também: Ministério da Saúde vai instituir comitê de emergência para mpox e alertará viajantes

“A mpox se tornou uma nova emergência de saúde pública global devido à cepa 1b, que pode ter potencial transmissor ainda maior. Mesmo não havendo motivos para alarde em São Paulo, é fundamental a vigilância e monitoramento, além de seguirmos as recomendações para que a doença não se propague.

Como referência para o atendimento de casos da doença, o governo paulista conta com o Hospital Emílio Ribas, informou a coordenadora de saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Regiane de Paula.

Mpox e os impactos no turismo 

Até o momento, a doença não tem causado nenhuma restrição no turismo nacional, mas em outros destinos estrangeiros, há algumas restrições e orientações. Embora muitos países europeus ainda não tenham adotado medidas de viagem para seus cidadãos, o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) recomendou que os cidadãos sejam vacinados e aconselhou os países a começarem a adotar medidas para controlar a variante do Mpox.

Os Estados Unidos afirmam que continuarão a trabalhar em estreita colaboração com os governos africanos, com o CDC da África e com a OMS para garantir uma resposta eficaz ao atual surto de Mpox, ao mesmo tempo em que aconselham seus cidadãos a se vacinarem.

Já países asiáticos como a China, a Tailândia e a Malásia adotaram medidas rigorosas de viagem, semelhante às restrições de viagem da pandemia da covid-19. A China implementou um controle rigoroso nas fronteiras para aqueles que apresentarem sintomas e viajarem para países onde os casos de Mpox tem sido predominantes. As autoridades do aeroporto da China farão perguntas de vigilância para colocar as pessoas em isolamento, para que possam providenciar exames e tratamento.

A Índia e o Paquistão não adotam medidas rigorosas, mas também já afirmaram que começarão a testar os viajantes em seus aeroportos.

Enquanto isso, entre os países africanos, a África do Sul diz que começará a fazer a triagem dos viajantes nos aeroportos, enquanto o Quênia também diz que começará a fazer testes nos viajantes. A Nigéria exige que todos os viajantes que entrarem no país preencham um formulário de declaração no aeroporto ou on-line se viajarem para algumas partes da África.

Receba nossas newsletters
[mc4wp_form id="4031"]