
Uma declaração recente do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, sobre possíveis sobretaxas a produtos brasileiros, gerou instabilidade e adicionou pressão ao câmbio no Brasil (Reprodução/Jcomp/FreePik)
Nesta segunda-feira (16), o dólar comercial fechou em forte alta, com cotação de R$ 6,094, marcando o maior valor nominal desde a criação do real, em 1994. O aumento foi de R$ 0,059 (+0,99%), superando o patamar de R$ 6,10 em alguns momentos, mesmo com sucessivas intervenções do Banco Central (BC).
Logo na abertura do mercado, o BC vendeu à vista US$ 1,6 bilhão das reservas internacionais. Mais tarde, às 10h, foram vendidos US$ 3 bilhões com compromisso de recompra futura, seguindo a operação anunciada na última sexta-feira (13). No entanto, essas ações não foram suficientes para conter o avanço da moeda americana, que manteve a trajetória de alta ao longo da tarde.
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O índice Ibovespa, da B3, fechou em 123.560 pontos, registrando queda de 0,84%. Este foi o terceiro dia consecutivo de declínio, chegando ao menor nível desde o fim de junho. Fatores domésticos e externos contribuíram para a volatilidade no mercado. No Brasil, os investidores aguardam a votação do pacote de corte de gastos, que se iniciou em sessão extraordinária virtual na Câmara dos Deputados. Nos últimos dias, o governo liberou cerca de R$ 7 bilhões em emendas parlamentares na tentativa de garantir apoio para a aprovação da medida.
Do lado internacional, os investidores estão atentos à reunião do Federal Reserve (Fed), que deve decidir sobre o futuro da taxa de juros nos Estados Unidos. Além disso, uma declaração recente do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, sobre possíveis sobretaxas a produtos brasileiros, gerou instabilidade e adicionou pressão ao câmbio no Brasil.