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Manchete / Política

Ministro da Fazenda nega possibilidade de elevar o IOF para segurar a alta do dólar

 

Ministro da Fazenda disse que não existe discussão para mudar o regime cambial do Brasil por meio do Imposto sobre Operações Financeiras e que prioridade é o orçamento (Divulgação/Agência Brasil/Fabio Rodrigues-Pozzebom)

Após reunião com o presidente Lula na manhã, desta segunda-feira (6), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad concedeu entrevista a jornalistas e, questionado, negou a possibilidade de que o governo possa elevar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para segurar o contínuo aumento do dólar no Brasil. Ele afirmou que está ocorrendo um “processo de acomodação natural do câmbio”.  Segundo Haddad, o valor da moeda norte-americana é reflexo, principalmente, do mercado externo, com declarações do presidente eleito dos Estados Unidos, que em suas palavras “moderaram propostas feitas ao longo da campanha eleitoral”.

“Não existe discussão sobre mudar o regime cambial no Brasil e nem de aumentar imposto com esse objetivo”, declarou Haddad. “Estamos recompondo a base fiscal do Estado brasileiro pelas propostas que estão sendo endereçadas pelo Congresso Nacional”, complementou.

Atualmente, o sistema é de câmbio livre com flutuações “sujas”, em que o Banco Central (BC) eventualmente intervém no mercado em momentos de disfuncionalidade.

REFORMA TRIBUTÁRIA

O ministro disse que a reforma tributária sobre a renda será encaminhada depois das eleições do Legislativo, no Câmara e na Senado e que a votação do Ploa (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2025 é prioritária para o governo. “O presidente [Lula] vai primeiro aguardar as eleições das Mesas. […] Mas, enfim, a discussão está programada para 2025”, declarou. Segundo Haddad, a reforma da renda deve ficar pronta nos próximos dias.

IMPOSTO DE RENDA

O ministro da Fazenda declarou que a proposta de aumento da faixa de isenção para R$ 5 mil, em troca da cobrança na fonte de uma alíquota para quem recebe mais de R$ 50 mil, só será enviada após a eleição para os novos presidentes da Câmara e do Senado e da votação do Orçamento de 2025 pelo Congresso.

“Nossa prioridade neste momento é a votação do Orçamento”, declarou. “Mas a discussão [sobre o Imposto de Renda] está programada para 2025 e ela tem de acontecer em 2025”, completou.

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