
29 hotéis pesquisados estavam com 1,8 mil hóspedes nesta terça-feira (9) (Governo do DF/Bento Viana)
A ABIH-DF enviou ofícios endereçados ao governador Ibaneis Rocha e à Secretaria de Turismo do Distrito Federal com o alerta sobre o toque de recolher no DF, que, segundo a associação, coloca em risco cerca de dois mil hóspedes da rede hoteleira. Isto porque, a medida impede a prestação de serviços essenciais aos hóspedes, como alimentação, recepção, limpeza, governança, manutenção, segurança e sistemas de combate a incêndio.
O decreto, que instituiu o toque de recolher das 22h às 5h, sem ressalvar as atividades da hotelaria, coloca em risco os hóspedes inclusive de desalojamento. A ABIH-DF sugere que os funcionários dos hotéis possam portar declarações expedidas pelos empregadores, para fins de comprovação de vínculo empregatício perante órgãos de fiscalização, uma vez que, pela natureza dos serviços prestados, os empreendimentos obrigatoriamente necessitam manter equipe de colaboradores por 24h.
Segundo dados consultados na manhã desta terça-feira (9), 29 empreendimentos pesquisados estavam com 1,8 mil hóspedes, distribuídos entre as 6.573 Unidades Habitacionais monitoradas pela Associação. Segundo o presidente da ABIH-DF, Henrique Severien, os empresários estão preocupados com as graves consequências decorrentes do Decreto, que, pela forma como foi publicado, não exclui o setor hoteleiro das medidas restritivas.
Severien explicou que o cumprimento da medida na íntegra, sem as devidas ressalvas para este setor que opera de forma singular, impede a prestação de serviços essenciais aos hóspedes – como alimentação, recepção, limpeza, governança, manutenção, segurança e sistemas de combate a incêndio -, por falta de colaboradores que não podem se locomover devido à restrição de horário.
“No pior dos casos, impossibilitaria o acesso emergencial à assistência médica por parte dos hóspedes em decorrência da interrupção dos serviços de comunicação e controle desempenhado pelos departamentos de recepção dos hotéis. Com as portas fechadas não entra sequer a entrega de remédios”, acrescenta Henrique.
Além disso, a associação ainda recomendou a adoção da pratica existente no Rio de Janeiro, em que colaboradores dos hotéis da região portam declarações expedidas pelos empregadores para fins de comprovação de vínculo e desempenho de funções nos estabelecimentos. Essa declaração seria apresentada aos órgãos de fiscalização, em caso de necessidade, durante o período de toque de recolher.