
De acordo com a Federação, o teto de R$ 4,8 milhões do Simples Nacional estimula a sonegação e gera uma concorrência desleal no setor de bares e restaurantes (Rogério Cassimiro/MTur)
A FHORESP (Federação Empresarial de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo) entregou uma proposta ao vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, e ao secretário extraordinário da Reforma Tributária, ligado ao Ministério da Fazenda, Bernard Appy, que prevê simplificar o regime tributário ao turbinar o Simples Nacional e acabar com o lucro presumido.
De acordo com a Federação, o teto de R$ 4,8 milhões do Simples Nacional estimula a sonegação e gera uma concorrência desleal no setor de bares e restaurantes. Assim, a proposta da FHORESP prevê que as empresas que faturam na faixa de R$ 4,8 milhões até R$ 78 milhões – limite do lucro presumido, paguem o mesmo que a última faixa do Simples – de R$ 3,6 milhões a R$ 4,8 milhões.
“A FHORESP foi a primeira entidade de classe que, efetivamente, entregou e trabalhou junto às autoridades do Congresso Nacional e do Governo Federal uma proposta concreta, que contém a ideia de uma alíquota especial para o setor. Somos geradores de mão de obra intensiva e a carga tributária sobre a folha de pagamento é muito pesada. Por isso, o setor tem que ter um tratamento diferenciado”, afirmou Edson Pinto, diretor executivo da FHORESP.