
Portugal, que organiza em conjunto com Espanha e Marrocos, espera impacto económico superior a 800 milhões de euros, criar cerca de 20 mil postos de trabalho (Divulgação/FreePik)
A Fifa anunciou nesta quarta-feira (11) que o Mundial de Futebol de 2030 será organizado por Portugal, Espanha e Marrocos, o que mereceu uma reação imediata do primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro. Com a decisão será esperado um impacto econômico superior a 800 milhões de euros e na criação de cerca de 20 mil postos de trabalho e o crescimento de 2,3% das receitas turísticas.
“As conclusões são que, no conjunto dos três países, irão ser criados cerca de 409 mil empregos, e em Portugal estaremos a falar de 18 a 23 mil empregos nesta organização”, revelou o governante, em resposta a juma questão da Iniciativa Liberal (IL), durante o debate preparatório do Conselho Europeu.
O estudo citado por Luís Montenegro, acrescentou a Lusa, foi realizado por uma consultora no passado mês de outubro e mostra que esta competição desportiva deve também gerar um impacto económico superior a 800 milhões de euros.
“No conjunto dos três países, por cada euro investido em princípio resulta um retorno de 1,8 euros. No caso português cada euro investido resultará, segundo o estudo, num retorno de 8,5 euros. Portanto, temos uma repercussão muito maior em Portugal do que nos outros nossos parceiros coorganizadores”, disse o primeiro-ministro.
O estudo ainda apontou que a competição deverá ter “um impacto total entre 707 e 859 milhões de euros no PIB, impostos gerados entre 312 e 394 milhões de euros e um acréscimo de 2,3% nas receitas habituais do turismo, estimando-se entre 300 a 500 mil visitantes”.
No debate quinzenal, que antecedeu o debate preparatório do Conselho Europeu no parlamento, o chefe do Governo já tinha saudado a atribuição da organização da prova a Portugal, Espanha e Marrocos, considerando que será “um momento muito positivo” para o país.
“Estou convencido que será um grande momento da afirmação dos nossos valores e da nossa paixão nesta área concreta”, disse o líder do executivo nacional.
O Estádio da Luz, o Estádio José Alvalade, ambos em Lisboa, e o Estádio do Dragão, no Porto, são os recintos portugueses que vão receber jogos desta competição, que vai ter ainda três partidas disputadas na Argentina, Paraguai e Uruguai, como forma de celebrar o centenário da competição, cuja primeira edição decorreu no Uruguai, em 1930.