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Portal Brasileiro do Turismo

Agências e Operadoras / Manchete

ESPECIAL: O que falta na prateleira das operadoras? Agentes respondem

Por Ana Azevedo e Janaina Brito

O M&E conversou com diferentes agências para entender como escolhem seus parceiros e o que falta na prateleira das operadoras (Patrick Peixoto/M&E)

Os agentes de viagens enfrentam um desafio constante ao buscar ofertas que atendam às expectativas de seus clientes. Em um cenário onde a concorrência é acirrada, a eficiência e a personalização dos serviços se tornam cruciais. Tempo é dinheiro e quanto mais fácil e simples for de encontrar algum pacote ou serviço, melhor para o agentes de viagem e para o seu cliente.

Mas para que isso aconteça, as operadoras devem estar preparadas e municiadas com produtos para diferentes perfis, preços competitivos e uma capilaridade robusta. O M&E conversou com diversos profissionais parceiros dos principais players do mercado, que compartilharam suas experiências, revelando tanto suas preferências em relação às operadoras quanto as lacunas que ainda persistem na oferta de produtos e serviços. Afinal, o que falta na prateleira das operadoras?

Abreu

Agda Lúcia Camargo, da Agda Viagens (Eric Ribeiro/M&E)

Por que escolhem:
Agda Lúcia Camargo, da Agda Viagens, destaca a confiança na Abreu devido à qualidade dos serviços e ao atendimento 24 horas. “A tranquilidade de saber que o suporte está disponível é essencial”, explica.

O que falta:
Agda aponta a necessidade de mais serviços que proporcionem experiências imersivas nos destinos. “Faltam serviços em geral, especialmente experiências. É o que mais falta”, finaliza.

ViagensPromo

Marcela Ortolan e Maira Araújo, da Rosana Turismo (Eric Ribeiro/M&E)

Por que escolhem:
Marcela Ortolan e Maira Araújo, da Rosana Turismo, ressaltam o suporte e o atendimento humanizado. “A equipe é maravilhosa e sempre nos ajuda, o que faz a diferença nas vendas.”

O que falta:
Maira identifica o maior desafio no aéreo, que muitas vezes é imprevisível. “O aéreo é sempre a parte mais difícil da venda. Preço, pós venda…nós precisamos de maior controle sobre as reservas aéreas e diversificação nos produtos oferecidos”

Cativa

Nínivia Andrade, da Koa Viagens (Eric Ribeiro/M&E)

Por que escolhem:
Nínivia Andrade, da Koa Viagens, elogia a Cativa pela agilidade e variedade de pacotes internacionais. “A facilidade de busca no portal e o suporte pós-venda são diferenciais importantes”.

O que falta:
Andrade menciona a dificuldade de acesso a produtos exóticos e a importância de treinamento. “Precisamos de mais opções já montadas, principalmente de destinos exóticos e agilidade no acesso aos produtos”, explicou.

Azul Viagens

Pamela Melchert Peters, da Mulher Turismo (Eric Ribeiro/M&E)

Por que escolhem:
Pamela Melchert Peters, da Mulher Turismo, enfatiza a parceria com a Azul, que faz com que se sintam verdadeiramente apoiados. “Não somos apenas números.”

O que falta:
Pamela ressalta a falta de serviços personalizados e experiências diferenciadas. “Ainda vendemos muitas coisas genéricas.”

EHTL

Vivian Santos, da Bighi Turismo (Ana Azevedo/M&E)

Por que escolhem:
Vivian Bighi, da Bighi Turismo, aponta a eficiência e o preço acessível como pontos fortes da EHTL. “A prestação de serviço é sempre boa.”

O que falta:
Vivian sugere a inclusão de ingressos para experiências internacionais, como shows e exposições, que poderiam agregar valor. “Isso é algo que sinto falta e que seria bem-vindo.”

Orinter

Giulliano (Ana Azevedo/M&E)

Por que escolhem: Parceiro da Orinter e participante do famtour para o Egito realizado pela operadora no último mês de setembro, Giuliano Wassall, da Clube Turismo Ribeirão Preto, também elege a Orinter por conta da parceria e bom atendimento.

O que falta: 
Giuliano acredita que falta ‘agilidade’. “O papel do consultor de viagens hoje, assim como do cliente ao buscá-lo, é encontrar algo diferente. Eles buscam informações, segurança e conhecimento para destinos mais complexos de planejar. Não vejo isso como uma deficiência apenas das operadoras, mas também dos consultores, que devem ir além do que encontram online. As ferramentas online, muito desenvolvidas nos últimos anos, proporcionam agilidade nos processos e nas reservas, mas não devemos nos limitar ao que está disponível na internet. Há muitas experiências e oportunidades a serem exploradas offline. Essa deficiência envolve todas as operadoras, não por uma falha na gestão, mas pela necessidade de lidar com fornecedores externos, fusos horários e dinâmicas de mercado. Por exemplo, hoje é um dia útil no Brasil, mas não no Egito, o que impacta o tempo de resposta para cotações, que podem levar dois ou três dias. Esse timing precisa ser melhorado entre os operadores que distribuem para nós no Brasil e os DMCs locais”.

HotelDO

Débora Dalvanso Tezolin e Caio César Magalhaes, CEOs da Juntos pelo Mundo (Divulgação/Acervo pessoal)


Por que escolhem:
“A HotelDO oferece o melhor preço do mercado, competitivo com qualquer outra consolidadora/operadora. Além é claro da facilidade e praticidade na emissão dos produtos, entrega imediata do produto, facilidade de pagamentos, alta disponibilidade de produtos na prateleira.. tudo isso torna a venda mais fácil. Agências que vendem muito precisam disso, agilidade e praticidade. Preferimos fechar todos os produtos em um único lugar para entregar tudo ao cliente de uma só vez, e na HotelDO temos isso”, explicaram Débora Dalvanso Tezolin e Caio César Magalhaes, CEOs da Juntos pelo Mundo.

O que falta:
“O que falta hoje é um departamento de grupos prático e online, onde pudéssemos fazer rápidas cotações de bloqueios aéreos e hotéis para um grande número de pessoas. Hoje, quando chega um pedido de grupo, infelizmente já vem aquele sentimento de que a venda não vai se concretizar, pois as operadoras/consolidadoras demoram cerca de 3 a 5 dias para passar um orçamento. Nesse meio tempo, com a facilidade que existe hoje, o cliente já desistiu e já comprou na internet. Claro que a experiência dele não será a mesma de comprar com uma agência, mas, novamente, a praticidade de poder acessar um site e encontrar o que deseja rapidamente ganha o cliente”, completaram.

CVC

Daniel Zeitoum Taiar, proprietário da Dott’s (Divulgação/Acervo pessoal)

Por que escolhem:
“Compro com a CVC há 22 anos pela segurança e relacionamento. Hoje e sempre considerei fundamentais esses diferenciais para se ter uma boa relação comercial”, defendeu Daniel Zeitoum Taiar, proprietário da Dott’s Viagens e Turismo.

O que falta:
“Sinceramente esse é um ponto que não tenho o que reclamar, pois o Atlas é um sistema bem completo e didático, tendo o cliente na mesa, dificilmente não efetuamos a venda. Problema maior está no mercado que está oscilando muito”, finalizou Daniel.

Smiles Viagens

Amanda Conde, CEO da QViagem (Divulgação/Acervo pessoal)

Por que escolhem: Relacionamento é o motivo para Amanda Conde, CEO da QViagem.Conheço o Maurício, da Smiles Viagens, há muitos anos. Tenho um carinho enorme por ele e pelo trabalho dele, e quando ele me contou que estaria a frente desse projeto, não pensei duas vezes em contribuir de alguma forma. Ele é uma pessoa que sempre acreditou no meu potencial e no meu trabalho, e agora chegou minha vez de retribuir todo esse apoio”, explicou.

O que falta: “Acredito que hoje, o maior problema que temos são em relações as tarifas que, muitas vezes, não conseguimos “ brigar” com o preço da internet e alguns acordos desleais no mercado. Sofremos muito com hotéis que não são tão parceiros e querem sempre oferecer um acordo melhor para o cliente final, às vezes de uma forma bem descarada. Já tive casos em que o hotel, para fechar a venda sem operadora e agência, abriu para o cliente quanto ele economizaria se fechasse direto. Sempre bato nessa tecla: as operadoras precisam ter um pulso mais firme em relação a isso, tirando esses produtos das prateleiras. Para a engrenagem funcionar, precisamos nos unir e cada um fazer sua parte, respeitando sempre toda a cadeia”, defendeu Conde.

Agaxtur

Francisco Ataíde, gerente da B.Tour

Por que escolhem: Para Francisco Ataíde, gerente da B.Tour, a parceria é a chave! “Como sempre digo: ter parceiros é de vital importância. E a Agaxtur hoje é o nosso principal parceiro”, justificou.

O que falta: “Não há no mercado de turismo quem não se pronuncie sobre as dificuldades de negociação com as companhias aéreas. Além disso, temos que ter parceiros prioritários e de confiança, pois as exigências de concorrência com os grandes players da internet nos obrigam à isso para manter nossa clientela e passageiros. Precisamos de acordos e roteiros diversificados, expertise em nacionais e internacionais, melhor financiamento e taxas, flexibilidade na solução de vendas e problemas, etc”, complementou o gerente geral.

BeFly

Rafael Malfará, Diretor de Relacionamento com Clientes, Eventos, Marketing e
Fornecedores da Dynamic Travel (Divulgação/Dynamic Travel)

Por que escolhem: “A BeFly se destaca por seus valores competitivos e por oferecer um canal de comunicação dedicado para a Dynamic Travel via WhatsApp”, ressaltou Rafael Malfará, Diretor de Relacionamento com Clientes, Eventos, Marketing e Fornecedores da Dynamic Travel.

O que falta: “Um aspecto que falta nas operadoras é a disponibilização de ferramentas que proporcionem maior autonomia durante a pesquisa e reserva de produtos. Além disso, a necessidade de um canal de comunicação rápido é crucial, especialmente em situações emergenciais. Outro ponto importante é a expertise da equipe de operações, que deve estar sempre atenta na busca por melhores oportunidades, tanto em rotas quanto em valores. A flexibilidade na negociação com os fornecedores e a atuação proativa do time comercial em momentos críticos também são essenciais. Por fim, a agilidade no tempo de retorno das demandas offline é um fator que impacta diretamente na eficiência das vendas”, finalizou Rafael.

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