O turismo internacional para os Estados Unidos tem apresentado crescimento sólido ao longo de 2024. Entre janeiro e agosto, o país recebeu 48 milhões de visitantes estrangeiros, representando 90% dos níveis registrados em 2019. O aumento de 10% em relação ao mesmo período de 2023 reforça a recuperação consistente do setor.
No período de janeiro a setembro, os gastos dos turistas internacionais chegaram a US$ 189,3 bilhões, marcando um crescimento de 14% na comparação ano a ano e 6% acima dos números pré-pandêmicos.
O Brasil destaca-se como o quinto maior emissor de visitantes internacionais, com 1,523 milhão de turistas entre janeiro e outubro de 2024, um aumento de 13% em relação aos níveis anteriores à pandemia. A América do Sul, da qual o Brasil é líder, detém 15% de participação no mercado de turistas “overseas”, próxima dos níveis pré-pandêmicos, enquanto a América Central já ultrapassou os números de 2019.
A Europa lidera o mercado, respondendo por 36% dos turistas internacionais, com 10,5 milhões de visitantes até outubro e um crescimento de 9%. A Ásia, que cresce a um ritmo acelerado de 25%, enviou 7,8 milhões de turistas, representando 28% do total do ‘overseas’.
Projeção para os próximos anos
Em 2019, o país norte-americano recebeu 79,4 milhões de visitantes estrangeiros, mas esse número caiu drasticamente para 19,2 milhões em 2020 e teve uma recuperação lenta nos anos seguintes, com 22,3 milhões em 2021 e 50,8 milhões em 2022. Em 2023, o número subiu para 66,5 milhões, demonstrando uma trajetória positiva. As projeções indicam que em 2024 os Estados Unidos deverão atrair 73 milhões de visitantes, com estimativas de 83,3 milhões em 2025, 90,6 milhões em 2026 e 94,5 milhões em 2027, superando os níveis pré-pandemia.
Os resultados foram apresentados durante reunião anual do conselho de administração do Brand USA, realizado na última semana. Durante a reunião, foram apresentados também dados da capacidade aérea para os EUA, entre outros importantes indicadores do turismo estadunidense, além do planejamento do órgão para 2025.