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Reviravolta! Peso argentino valoriza e é a melhor moeda de 2024, segundo Banco de Compensações Internacionais; real é a pior

Moeda argentina teve a maior valorização em termos reais, ou seja, descontada a inflação, neste ano (Divulgação/Pixabay)

Mesmo com uma inflação acumulada de 112%, o peso argentino obteve um ganho de 44,2% nos primeiros 11 meses do ano. De acordo com dados do Bank for International Settlements (Banco de Compensações Internacionais) analisados pela consultoria GMA Capital, a moeda superou a alta de 21,2% da lira turca, que ficou em segundo lugar na mesma análise. As informações, divulgadas pelo Financial Times, também apontaram que o real teve o pior resultado do ranking, com depreciação de mais de 10% no período, considerado o efeito da inflação.

VALORIZAÇÃO DO PESO ARGENTINO

Quando Javier Milei assumiu a presidência da Argentina, em dezembro de 2023, a inflação dobrou e chegou a quase 13% ao mês. Já o dólar “azul” (principal referência de preços no país) teve uma alta de 25% até o final de janeiro.

Como proposta de reverter o cenário caótico, Milei colocou em prática seus planos enquanto candidado, cortando imediatamente os gastos públicos em cerca de um terço.

Contrariando as previsões dos opositores, em 10 meses de mandato, Milei conseguiu reduzir a inflação para 3,5% ao mês, valor mais baixo em quase três anos, e de 200% para menos de 20% a diferença entre as taxas oficial e paralela caiu de 200% para menos de 20%, o que inclui maior flexibilidade para exportadores converterem receitas no mercado paralelo.

Apesar dos ganhos, a valorização do peso, apelidado de “super peso”, está elevando os preços em dólares, impactando setores como o agronegócio e a indústria. Empresas como a siderúrgica Ternium relataram que os custos trabalhistas na Argentina ficaram 60% mais altos que no Brasil.

DESAFIOS

A manutenção de um peso forte exigiu grandes esforços do Banco Central da Argentina, que gastou dólares para estabilizar a moeda e complicou a recuperação das reservas cambiais. Neste cenário, analistas alertam para a possibilidade de desvalorizações em mercados emergentes, colocando pressão adicional sobre o peso.

Porém,  Milei afirmou que evitar uma desvalorização é essencial para a estabilidade macroeconômica do país, defendendo reformas fiscais, desregulamentações e investimentos em setores como lítio, petróleo e gás para melhorar a competitividade sem depender de uma moeda fraca.

O QUE ESPERAR PARA 2025?

O governo argentino espera manter sua política cambial ao longo do próximo ano, especialmente após uma anistia fiscal que atraiu dólares para a economia. Mas o cenário para o futuro é incerto, uma vez que Milei promete impor câmbio flutuante até o final de 2025.

O ex-ministro da Economia da Argentina, Nicolás Dujovne, disse ao Financial Times acreditar que a confiança no governo e a demanda por exportações possam manter o peso estável, desde que as reformas fiscais e o rigor na política econômica continuem: “Com uma moeda valorizada, cada passo na política fiscal se torna mais crucial”.

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