Criado em 2021 pelo Congresso Nacional, o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) foi concebido para oferecer alívio econômico às empresas mais afetadas pela pandemia de Covid-19, como aquelas dos setores de eventos e alimentação fora do lar. Entretanto, nos últimos meses, o programa tem estado no centro de polêmicas, levantando questões sobre a destinação de seus recursos e seu futuro.
Recentemente, empresas de influenciadores e grandes plataformas digitais, como a de Virginia Fonseca, Felipe Neto e iFood, foram reveladas como beneficiárias do Perse, recebendo quantias substanciais em isenções fiscais. Esses casos geraram uma onda de revolta nas redes sociais e entre pequenos empresários, que questionam a coerência de um programa desenhado para atender aqueles que sofreram severamente com a pandemia.
Diante dessas discussões, a diretora da Alagev, Luana Nogueira, defendeu a continuidade do programa. “Eu não acho que é fim do Perse. Eu quero que ele continue, permaneça, e, se ainda existirem lacunas para a gente lutar, vamos lutar”, afirmou Luana.
Ela destacou o impacto positivo do Perse para o mercado de eventos e elogiou os esforços de lideranças como Doreni Caramori Júnior, presidente do Conselho Nacional do Comércio, e outras entidades que atuaram em prol do setor em Brasília. Segundo Luana, o programa representou um importante benefício para o setor, que enfrentou paralisações abruptas e perdas massivas durante a crise sanitária.
“Se ainda existirem oportunidades para alcançar resultados favoráveis e estender o programa, continuaremos lutando”
Apesar disso, ela reconhece que o Perse enfrenta desafios e limites. “Sabemos que há limites e talvez estejamos chegando perto deles, principalmente após as reformas feitas em acordo com o ministro Fernando Haddad. Mas, se ainda existirem oportunidades para alcançar resultados favoráveis e estender o programa, continuaremos lutando”, finalizou.