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Feiras e Eventos / Política

Play9, de Felipe Neto, se posiciona sobre uso da isenção fiscal do Perse

Assessoria da empresa enviou um comunicado oficial sobre o assunto ao M&E (Divulgação/CRIA G20)

Após publicação do M&E, a Play9, empresa de Felipe Neto, se manifestou oficialmente sobre a utilização de mais de R$ 14 milhões em benefícios fiscais concedidos pelo Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (PERSE). Segundo a empresa, a adesão ao programa seguiu todos os critérios previstos em lei, incluindo o enquadramento nas atividades permitidas pelo Cadastro Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) e a inscrição dentro do prazo estipulado.

De acordo com a nota da Play9, a aprovação do benefício ocorreu ainda no governo Bolsonaro e foi conduzida sob a orientação do escritório de advocacia Ulhoa Canto, referência em direito tributário no Brasil. A empresa destacou que, assim como outras do setor de produção, agenciamento e eventos, enfrentou impactos significativos durante a pandemia de Covid-19 e recorreu ao programa para mitigar perdas e preservar empregos.

A Play9 esclareceu ainda que o atual governo extinguiu, em maio deste ano, o CNAE relacionado às atividades de produção, o que levou a empresa a cessar o uso do benefício atrelado a esse segmento. “Seguimos rigorosamente a legislação vigente”, reforçou o comunicado.

O programa, criado em 2021, tem validade até 2026 ou até o esgotamento do fundo de R$ 15 bilhões e foi instituído com o objetivo de oferecer suporte econômico a empresas impactadas pela pandemia. A Play9 destacou que o uso do benefício é legítimo e está em conformidade com a lei. Ainda segundo a nota, “qualquer tentativa de deslegitimar o uso do benefício soa como um ato de má-fé, especialmente ao tentar associá-lo a questões ideológicas e políticas”.

Leia a nota na íntegra:

“A Play9 utiliza o benefício fiscal previsto pela Lei Perse, um programa criado pelo Governo Federal para apoiar empresas afetadas pela pandemia. A utilização desse benefício é permitida a todas as empresas que se enquadrem nos CNAEs listados pela Lei e que tenham feito sua inscrição dentro do prazo estipulado. No caso da Play9, a implementação seguiu esses dois requisitos e foi aprovada pela justiça, ainda no governo Bolsonaro. Todo o acompanhamento dos trâmites legais está sob contínua orientação do escritório de advocacia Ulhoa Canto, um dos mais respeitados em direito tributário no Brasil.

Como muitas outras empresas do setor de produção, agenciamento ou eventos, a Play9 foi significativamente impactada pela pandemia e, assim como concorrentes, fez uso do benefício para atenuar as perdas geradas, além de garantir empregos. É importante esclarecer que o CNAE referente às atividades de produção foi extinto pelo atual governo em maio deste ano, momento em que a Play9 deixou de utilizar o benefício relativo a este CNAE específico, seguindo rigorosamente a legislação vigente.

Este é um programa legítimo, com vigência prevista até o final de 2026 ou até o esgotamento do fundo de R$ 15 bilhões, instituído pelo ministério da Fazenda. Qualquer tentativa de deslegitimar o uso do benefício soa como um ato de má-fé, especialmente ao tentar associá-lo a questões ideológicas e políticas, ignorando, inclusive, que a Lei Perse foi criada no governo anterior e é utilizada por milhares de empresas afetadas economicamente pela pandemia do Covid-19”, diz a nota.

A declaração enviada ao M&E ocorre em meio a um debate mais amplo sobre a aplicação do Perse e a alocação de recursos públicos. A polêmica envolve também outras empresas e figuras públicas, como a influenciadora Virginia Fonseca, e levanta questionamentos sobre a priorização de pequenos e médios negócios em detrimento de grandes players do mercado.

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