Na próxima semana, uma missão do Governo da Bahia embarcará para o Benin com o objetivo de consolidar um intercâmbio turístico e cultural entre os dois territórios e negociar um voo direto entre Salvador e Cotonou. Representando o governador Jerônimo Rodrigues, o secretário de Turismo, Maurício Bacelar, liderará a comitiva, que contará também com a ministra da Cultura, Margareth Menezes, representando o presidente Lula.
A agenda inclui reuniões com o presidente beninense Patrice Talon, líderes locais e empresas do setor aéreo e turístico africano. “A ideia é firmar uma conexão que fortaleça as relações entre os dois povos. Esse voo será um marco histórico e cultural”, destacou Bacelar. Ele lembrou que o presidente Lula já autorizou a abertura do espaço aéreo brasileiro para receber voos do Benin, o que facilita a concretização do projeto.
Durante a estadia, a comitiva visitará pontos turísticos em Cotonou, Porto-Novo e Uidá e participará do Festival das Culturas Ancestrais Vodun, um evento que celebra tradições religiosas que influenciaram diretamente o candomblé na Bahia. A programação cultural inclui uma apresentação especial do Balé Folclórico da Bahia, reforçando os laços históricos e culturais entre os dois territórios.
A iniciativa dá continuidade ao protocolo de cooperação assinado em setembro entre Bahia e Benin, que reconhece o impacto da diáspora africana na formação da identidade baiana, principalmente na religiosidade, música e gastronomia. “Acreditamos que os primeiros clientes desse voo serão adeptos do candomblé, pesquisadores, historiadores e antropólogos, que têm um interesse intrínseco em fortalecer esses laços ancestrais”, explicou Bacelar.
O cônsul honorário do Benin na Bahia, Marcelo Sacramento, enfatizou o potencial transformador da parceria. “A nossa expectativa é reativarmos um mercado pulsante, estreitando relações turísticas, culturais, comerciais e acadêmicas. Os frutos serão extraordinários”, declarou.
Com negociações avançadas e planos para troca de visitas técnicas entre profissionais do turismo, o novo voo pode se tornar uma ponte simbólica e prática entre Brasil e África, promovendo um intercâmbio que vai além do turismo, abrangendo cultura, economia e história compartilhada.