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Cruzeiros / Manchete

MTur: Temporada Cruzeiros 2024/2025 promete impacto recorde

Celso Sabino, ministro do Turismo (Eric Ribeiro/M&E) Mtur

Celso Sabino, ministro do Turismo, falou sobre o desenvolvimento de um plano nacional de estímulo ao segmento de cruzeiros em entrevista ao M&E (Eric Ribeiro/M&E)

Apesar de entraves no setor de cruzeiros no Brasil, o Ministério do Turismo (MTur) vê a próxima temporada (2024/2025) como promissora. Considerando a redução da oferta, após a decisão da MSC Cruzeiros de retirar um navio, a entidade se atém ao impacto da temporada 2023/2024 como base para prever o futuro e fazer projeções otimistas.

“Os números da temporada 2023/2024 de cruzeiros no Brasil não devem deixar dúvidas quanto ao cenário extremamente promissor desse segmento no país. O Brasil tem todas as condições de receber cruzeiros durante o ano todo, e não apenas em determinados períodos. Este é o objetivo da nossa permanente interlocução com representantes nacionais e internacionais do setor, que gera o ambiente propício para a identificação de pontos onde ainda devemos avançar”, enfatiza.

“É importante frisar que o MT, o Ministério de Portos e Aeroportos e a Embratur mantêm um diálogo muito próximo com as lideranças desse setor, discutindo demandas no governo federal e trabalhando pelos aprimoramentos necessários”

Em entrevista ao MERCADO & EVENTOS, Celso Sabino, ministro do Turismo, enfatizou esforços do MTur para sanar as dificuldades do setor em toda a costa litorânea do país, incluindo obras em portos, como o investimento público-privado de R$ 12,6 bilhões no Porto de Santos (SP), para a construção do túnel Santos-Guarujá, a transferência do terminal de passageiros para ao futuro Parque do Valongo, com restaurantes e lojas, formando um hub turístico na região, e a estratégia de promoção do país para aumentar a visibilidade e atratividade no mercado internacional.

“O Ministério do Turismo desenvolve um plano nacional de estímulo ao segmento de cruzeiros, com foco na promoção interna e internacional dos destinos brasileiros. Com o reforço de visibilidade do escritório da ONU Turismo, que está instalado no Rio de Janeiro e é o único para ações da América e Caribe, e a realização de eventos internacionais, como a COP 30, que será em Belém (PA) e trará ao Brasil mais de 140 delegações, as nossas expectativas são de continuidade de crescimento”, destacou.

Veja abaixo os planos de Celso Sabino e sua visão para a Temporada 2024/2025 de cruzeiros.

Entrevista com o Mtur

MERCADO & EVENTOS – Quais são as expectativas do Ministério do Turismo para a próxima temporada de cruzeiros no Brasil em termos de número de turistas e impacto econômico?

CELSO SABINO – Os números da temporada brasileira de cruzeiros 2023/2024 dão indícios de que a próxima temporada será a melhor da última década. A expectativa, divulgada pela Clia Brasil é de que o segmento seja responsável por injetar R$ 5,1 bilhões na economia do país e gerar 80 mil empregos. Então, com esses números, o segmento demonstra que está bem aquecido no Brasil.

Para aumentar a competitividade brasileira nesse mercado, que é responsável pela movimentação financeira de US$ 155 bilhões por ano e pela geração de 1,2 milhão de empregos, o Ministério do Turismo desenvolve um plano nacional de estímulo ao segmento de cruzeiros, com foco na promoção interna e internacional dos destinos brasileiros.

Com o reforço de visibilidade do escritório da ONU Turismo, que está instalado no Rio de Janeiro e é o único para ações da América e Caribe, e a realização de eventos internacionais, como a COP 30, que será em Belém (PA) e trará ao Brasil mais de 140 delegações, as nossas expectativas são de continuidade de crescimento.

MERCADO & EVENTOS – Como o Ministério do Turismo está trabalhando para promover o Brasil como destino de cruzeiros e atrair mais companhias de navegação para operar em nossas águas?

CELSO SABINO – Esse trabalho passa pelas frequentes conversas que mantemos junto a diferentes representantes do setor. Agora mesmo em abril, eu tive a oportunidade de participar nos Estados Unidos do Seatrade Cruise Global, a principal exposição de empresas e organizações que buscam fazer negócios na indústria internacional de cruzeiros.

Durante o evento, um estande do Brasil divulgou as diversas possibilidades de atuação no país, tendo a presença de estados como Amazonas, Alagoas, Bahia e Ceará. Também pude me encontrar com diretores de empresas estrangeiras de cruzeiros e de apresentar novos roteiros que podem ser desenvolvidos nas águas brasileiras. Estive ainda no terminal de passageiros da Royal Caribbean em Miami, o maior porto de cruzeiros dos Estados Unidos, para buscar referências com o foco nas nossas ações para ampliar a participação dos cruzeiros no litoral do país.

MERCADO & EVENTOS – Quais são os principais desafios enfrentados pelo setor de cruzeiros no Brasil e como o governo está planejando superá-los para garantir um crescimento sustentável?

CELSO SABINO – O governo federal já age com bastante vigor para proporcionar infraestrutura adequada à operação de cruzeiros no país. O Porto de Santos (SP) terá um investimento público-privado de R$ 12,6 bilhões. Esse total inclui a construção do túnel Santos-Guarujá, a maior obra do Novo PAC, beneficiando turistas que buscam o litoral. E prevê, ainda, a transferência do terminal de passageiros de Santos ao futuro Parque do Valongo, com restaurantes e lojas, formando um grande hub turístico na região. Portanto, nossas perspectivas de avanços nessa área são bastante promissoras.

MERCADO & EVENTOS – O que o Ministério do Turismo está fazendo para melhorar a infraestrutura dos portos e oferecer melhores condições de recepção aos turistas que chegam de cruzeiros?

CELSO SABINO – A melhoria da infraestrutura do país é prioridade do Governo Federal. Temos o PAC, com R$ 349 bilhões de investimentos previstos para o eixo “Transporte Eficiente Sustentável”, que reúne rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias em todos os estados do Brasil.

É importante frisar que o Ministério do Turismo, o Ministério de Portos e Aeroportos e a Embratur mantêm um diálogo muito próximo com as lideranças desse setor, discutindo demandas no governo federal e trabalhando pelos aprimoramentos necessários. Esse tem sido um trabalho integrado entre os diferentes ministérios e perpassa pela transversalidade com que o turismo precisa ser trabalhado em várias pastas do Governo.

MERCADO & EVENTOS – Como o Ministério do Turismo avalia a competitividade do Brasil no segmento de cruzeiros em comparação com outros países, especialmente após a decisão da MSC de retirar um navio da próxima temporada?

CELSO SABINO – Os números da temporada 2023/2024 de cruzeiros no Brasil não devem deixar dúvidas quanto ao cenário extremamente promissor desse segmento no país. O Brasil e os seus 7,3 mil quilômetros de litoral repleto de belezas naturais únicas, abrigando algumas das paisagens mais bonitas do mundo, têm todas as condições de receber cruzeiros durante o ano todo, e não apenas em determinados períodos. Este é o objetivo da nossa permanente interlocução com representantes nacionais e internacionais do setor, que gera o ambiente propício para a identificação de pontos onde ainda devemos avançar.

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